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Dicas de Português


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DE ENCONTRO A ou AO ENCONTRO DE
DICA 1.095
(24/1/2019)

DE ENCONTRO A ou AO ENCONTRO DE

A expressão ir de encontro a significa ir contra alguma coisa. Encontro neste caso não tem sentido de convergência ou união, mas de choque, colisão.

Parecida na forma, a expressão ir ao encontro de tem sentido quase perfeitamente oposto: guarda a conotação positiva que falta à sua quase sósia. Seu significado pode ser tanto o de concordar (“fico feliz em constatar que suas ideias vêm ao encontro de tudo aquilo que sempre acreditei”) quanto o de atender, contemplar (“O auxílio-moradia vem ao encontro de antigas reivindicações da categoria”) ou mesmo o de buscar, perseguir (“Depois de anos de casamento fracassado, decidiu ir ao encontro da felicidade”).


Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.  SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)



Fruto ou Fruta
DICA 1.094
(23/1/2019)

Fruto ou Fruta

Há um modo simples (simples demais, como veremos) de responder à questão: fruta é o fruto comestível. O que equivale a dizer que, na linguagem comum, toda fruta é um fruto, mas nem todo fruto é uma fruta.

Ex.: a mamona é o fruto da mamoneira. Não é uma fruta, pois não se pode comê-la. Já o mamão, fruto do mamoeiro, é obviamente uma fruta.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.  SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Chegado ou Chego
DICA 1.093
(19/1/2019)

Chegado ou Chego


Chegado é o único particípio do verbo chegar que a norma culta admite no Brasil e em Portugal. Existem verbos de duplo particípio, chamados abundantes, como aceitar (aceitado e aceito) e gastar (gastado e gasto), mas chegar não pertence ao clube. 

O particípio chego é uma criação popular documentada por linguistas em diferentes regiões de nosso país, em frases como ”Quando distribuíram as senhas, eu ainda não havia chego”.

Caso semelhante é o de trago, particípio informal de trazer, uso igualmente corriqueiro em frases como “Perguntei se ele tinha trago (trazido) o presente” – e também condenado na norma culta.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.  SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Antes do sol nascer ou de o sol nascer?
DICA 1.092
(18/1/2019)

Antes do sol nascer  ou  de o sol nascer?

No Brasil, o mundo da escrita profissional, tanto o jornalístico quanto o editorial, toma isto como lei pétrea: deve-se escrever: “Acordei antes de o sol nascer”, sem contração.

Sim, todo mundo junta preposição e artigo ao dizer que “está na hora da onça beber água”. Isso se perdoa na informalidade da língua falada, mas na hora de escrever a história é outra. Certo?

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.  SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Xicrinha ou Xicarazinha?
DICA 1.091
(17/1/2019)

Xicrinha ou Xicarazinha?

Xicrinha é um brasileirismo consagrado, já dicionarizado faz tempo. O Aurélio exemplifica seu uso com um verso de Cecília Meireles: “Serviam café numas xicrinhas de beiço lascado”.

Na verdade, a contribuição brasileira é apenas de grafia. Os diminutivos xicarazinha e xicarinha são igualmente aceitos em Portugal. Xicrinha vem a ser segundo, com a incorporação da síncope que existe na fala, isto é “xic’rinha”.

Xicrinha é uma palavra com razoável grau de informalidade. Pose-se abusar dela na linguagem familiar, mas se o contexto for um pouco mais engomado, deve-se dar preferência a pequena xícara ou, vá lá, xicarazinha.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)



MENOR ou DE MENOR?
DICA 1.090
(16/1/2019)

MENOR ou DE MENOR?

No português culto, quem ainda não atingiu a maioridade é chamado menor de idade – ou apenas menor, forma abreviada que, a depender do contexto, pode ser suficiente para transmitir a mensagem desejada.

De menor é uma expressão popular brasileira que deve ser evitada. Tem registro no Houaiss, no Aurélio e até em dicionários portugueses (como brasileirismo) mas quase sempre acompanhada da observação de que é uma expressão informal.

Esse de menor não veio do nada. É provavelmente a forma abreviada da expressão de menor de idade, que tem raízes fundas e bom lastro cultural no idioma: “Fulano é de menor idade”, uma forma alternativa de dizer “Fulano é menor de idade”.

De menor é uma expressão identificada como uso inculto ou desleixado da língua.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)



Louro ou Loiro?
DICA 1.089
(15/1/2019)

Louro ou Loiro?

Tanto faz. Louro, do latim laurus, é a forma mais antiga (séc XIII) e aquela que em geral os dicionaristas, tanto brasileiros quanto portugueses, consideram preferencial.

No entanto, loiro, variação registrada pela primeira vez em 1836, tem uso cada vez mais disseminado no Brasil, a ponto de não ser incomum encontrar quem por desinformação tente corrigir os que adotam louro.

As duas formas têm exatamente as mesmas acepções, de “folha de loureiro” a “cor entre o dourado e o castanho-claro” e “pessoa que tem os cabelos dessa cor”. (Louro como sinônimo de papagaio tem outra origem, mas, ao contrário do que imagina, também admite a variação loiro).

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Jantar ou Janta?
DICA 1.088
(14/1/2019)

Jantar ou Janta?

Depende do contexto. Janta é um sinônimo menos sofisticado de jantar, palavra da qual nasceu por derivação regressiva – o mesmo processo pelo qual, do verbo ajudar, se fez o substantivo ajuda.

O verbo jantar, que derivou do latim jentare (“almoçar”) no início do século XII, vinha sendo empregado também como substantivo desde o século seguinte. Janta surgiria bem depois, como um termo de uso coloquial, popular, familiar, que também pode ser visto como chucro ou canhestro, conforme a situação.

Jantar é uma versão mais elegante e culta.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)

Expresso ou Espresso
DICA 1.087
(11/1/2019)

EXPRESSO ou ESPRESSO

As duas grafias são encontradas por aí: café expresso e café espresso. Não se pode dizer que uma ou outra esteja errada.

Espresso é uma palavra italiana que, em português, traduz-se como expresso. Quem defende o uso de espresso alega que a palavra portuguesa   expresso provoca confusão, por dar a entender que o particípio irregular do verbo exprimir, onde nasceu esse adjetivo (e também substantivo) tem algo a ver com a mecânica do café expresso.

Expresso é uma tradução literal possível de espresso. O latim exprimere, que significava tanto ”apertar com força, extrair” quanto “pronunciar, enunciar claramente”

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)



Cãibra ou Câimbra
DICA 1.086
(10/1/2019)

CÃIBRA ou CÃIMBRA

Deve-se preferir cãibra, forma tradicional e que goza de melhor trânsito no universo dos falantes de português.

Câimbra é uma variante que encontra abrigo -  como forma não preferencial - nos grandes dicionários brasileiros e também no Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa da Academia Brasileira de Letras (Volp). Mas não goza do mesmo prestígio em Portugal.

Quanto a cãimbra, grafia que promove uma mistura das outras duas – bom, esta é só um erro mesmo!

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Elefanta ou Elefoa?
DICA 1.085
(9/1/2019)

ELEFANTA ou ELEFOA?

Sim, o Volp registra a palavra elefoa!  O ponto de exclamação se justifica porque elefoa é um velho erro cômico –e um tanto infantil – sem a menor sustentação etimológica ou morfológica.

O feminino de elefante é elefanta.

O vocabulário elefoa jamais teve acolhida em nenhum dicionário de português – luso ou brasileiro de que se tenha notícia.

Sua única aparição é negativa e se dá no Aurélio, que anota: “Não existe o feminino elefoa”. O que atesta a popularidade do erro, mas só isso.

Evanildo Bechara se alia ao Volp por ser parte do produto, está sozinho nessa.

A maior parte dos dicionários brasileiros registra também aliá, mas a maioria dos lexicógrafos de Portugal nem registra o termo.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.  SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Estória ou História
DICA 1.084
(8/1/2019)

ESTÓRIA ou HISTÓRIA

As duas palavras existem, mas são diferentes. Segundo o dicionário Houaiss, estória é um brasileirismo que significa apenas “narrativa de cunho popular e tradicional”, enquanto história pode querer dizer também isso – entre muitas outras coisas.

No entanto, na língua brasileira real, o sentido de estória acaba sendo o de qualquer história inventada, ainda que não “popular e tradicional”.

O Aurélio não reconhece a palavra, assim como os portugueses, que não a usaram. Para eles, é tudo história. É que a fronteira entre história real (história) e história fictícia (estória) parece fluida demais para tornar funcional a adoção de dois vocábulos.

 

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)

 


Espécie ou Espécime?
DICA 1.083
(7/1/2019)

Espécie ou Espécime?

Depende do que se quer dizer. Apesar da semelhança, trata-se de vocábulos diferentes, cada um com sua própria origem e significado.
Espécie é uma palavra antiga (século XIII) que aponta sempre para uma coletividade. 
Espécime é um vocábulo relativamente recente (século XIX) que se refere a um indivíduo dentro dessa coletividade.
Outra diferença entre as duas palavras é que espécie é substantivo feminino e espécime, masculino Qualquer que seja o sexo do espécime.

Fonte: RODRIGUES, Sergio.  Viva a Língua Brasileira! 1ª ed.- São Paulo: Companhia das Letras, 2016.   SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Perda e Perca
DICA 1.082
(04/01/2019)


Perda e Perca

 

As palavras “perca” e “perda” são parônimas, ou seja, a grafia e pronúncia são semelhantes, porém com sentidos diferentes. Por este motivo, há muita confusão quanto ao seu emprego.


Devemos, portanto, nos atentar ao significado de ambas:


Perca - é uma forma verbal, flexão do verbo “perder”. Aparece na primeira e terceira pessoas do SINGULAR do presente do subjuntivo (modo que representa suposição, hipótese, conjectura) e na 3ª pessoa do singular do imperativo.


a) Não perca essa promoção! (3ª pessoa do singular do imperativo);

b) Você não quer que eu perca o avião, não é ? (1ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)

c) Não quero que ele perca essa chance! (3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo)

 

Perda – é um substantivo usado quando se tratar de uma situação em que se perdeu alguma coisa ou alguém.


a) No acidente, houve perda total.

b) A morte dele foi uma grande perda.

c) Conviver com você foi uma perda de tempo.

 


Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)

Uso de Meio e Meia
DICA 1.081
(03/01/2019)

Uso de Meio e Meia

a) A palavra "meio", quando empregada como adjetivo, concorda normalmente com o nome a que se refere.
Exemplo:
Pedi meio queijo e meia porção de batatas fritas.

b) Quando empregada como advérbio (modificando um adjetivo) permanece invariável.
Exemplo:
A servidora está meio nervosa com a apresentação do Projeto. 


Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)
Um ou dois VAI ou VÃO?
DICA 1.080
(02/01/2019)

Um ou dois VAI ou VÃO? 

Quando usamos a conjunção OU, com valor de “exclusão” ou de “dúvida”, o verbo deve concordar com o que está mais próximo: “Ou eu ou você TERÁ de viajar a Brasília para resolver o problema.” “Ou você ou eu TEREI de viajar…” “Ladrão ou ladrões INVADIRAM a mansão do Morumbi”. 

Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ)


Houve e Ouve
DICA 1.079
(21/12/2018)

Houve e Ouve

"Houve" e "Ouve" são mais um exemplo de palavras homófonas, ou seja, são palavras que se pronunciam da mesma forma, contudo têm uma grafia e significado diferentes.
Assim, temos que a palavra "houve" faz parte da conjugação do verbo Haver; enquanto que "ouve" se refere ao verbo Ouvir.
Obs.: o verbo “haver”, no sentido de “existir”, fica na terceira pessoa do singular. Na dúvida substitua um pelo outro! 

Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ).


Diferença entre "Espectador" e "Expectador".
DICA 1.078
(20/12/2018)

Diferença entre "Espectador" e "Expectador".

Espectador com "s" é aquele que assiste a um espetáculo. 
Por exemplo: Os espectadores da peça de teatro ficaram sentados o tempo todo a pedido dos atores.

Expectador com "x" é aquele que está na expectativa de alguma coisa; é aquele que alimenta a esperança ou a probabilidade de conseguir algo.
Por exemplo: Os expectadores estavam ansiosos para o início do sorteio dos carros. 

Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ).


Criado mudo ou Criado-mudo?
DICA 1.077
(18/12/2018)

Criado mudo ou Criado-mudo?

Usa-se o hífen quando duas palavras com identidade e significado próprios se juntam e formam um terceiro significado.
Exemplo: Tirei os anéis e brincos e os coloquei sobre o criado-mudo. 

Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED (GDFAZ).


Uso de A, Há e Ah!
DICA 1.076
(18/12/2018)

Uso de A, Há e Ah!

A = referência a tempo futuro.
Exemplo: Sairei daqui a dez minutos.

Há = referência a tempo passado.
Exemplo: Flávia está gripada há dois dias.

Ah = Interjeição.
Exemplo: Ah! Como é bom estar com vocês!

Fonte: MARTINS, Eduardo Os 300 erros mais comuns da Língua Portuguesa – São Paulo: Barros, Fischer & Associados: Clio Editora, 2010. SUBSAD/GEDEF/SUTED, com adaptações da Efaz.



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